e baunilha a submissa
Hoje, conversando com um submisso sobre a importância de dobrarmos a língua
para falar com um verdadeiro Dom, me lembrei do meu atrapalhado
início no BDSM.

Conheci o meu Dono no chat, numa sala de baunilhas.
Como não poderia ser diferente nossa primeira conversa
foi dentro daquele padrãozinho básico dos chats.
Tc de onde? Tem quantos anos? É casada? Seu nome qual é?
Respondi a estas e outras tantas perguntas e o dialogo foi se estabelecendo.
Após alguns e-mails trocados e outras conversas pra lá de picantes,
fui surpreendida com uma história de que toda mulher, no fundo no fundo,
adora ser dominada, subjugada e pode até vir a gostar de apanhar.
Arrepiei de indignação !
Eu não podia acreditar que um homem que eu já considerava
atraente pela inteligência estava me falando um disparate
daqueles.
Credo!
Além de sair em defesa das mulheres, fui movida a fazê-lo mudar de
ideia, custasse o que custasse.
Aonde já se viu que dor e humilhações poderiam trazer prazer
e fazer uma mulher gozar mais gostoso!
E assim começamos:
meu Dono com suas fantasias BDSM e eu com as minhas fantasias baunilhas.
Apesar de não concordar com nada do que Ele falava não conseguia
deixar de procurar conversa com Ele.
Ele sempre começava as conversas de uma forma tão sedutora que quando
eu dava por mim já estávamos falando de BDSM.
- Já ouviu falar em spanking?
Eu jocosa quase perguntei:
- o que é isso, é de comer?
Com toda classe e paciência do mundo Ele começou:
- Spanking é uma prática BDSM...
Quanto mais me explicava, mais eu gargalhava do outro lado da tela.
E pensava: esse homem é louco, só pode!
Preciso salvá-lo, rs.
Então, comecei a ler sobre o assunto.
Meu primeiro contato com textos BDSM foi delirante.
Leituras solitárias madrugadas a dentro.
E, à medida que eu ia lendo, passei do
horror ao interesse e vice-versa.
Quanto mais interesse eu tinha
mais horrorizada eu ficava comigo.
Só que meu Dono tinha mais o que fazer e se cansou do debate comigo.
Sumiu.
Não O vi mais no chat e tb não respondia meus e-mails.
Como eu já estava acostumada com troca de e-mails diários com Ele, escrevia todos os dias e nada de resposta.
Aquela indiferença me matava!
E a indiferença me fazia escrever e-mails cada dia mais insolentes para Ele.
Sentia a falta Dele(sem dúvida esse foi o meu primeiro castigo).
Um dia, num impulso(será?) escrevi um e-mail de duas linhas...
Mas foram duas linhas completamente humildes e submissas.
Aí Ele me respondeu.
Um e-mail curto, mas foi fulminante.
Me abateu literalmente!
A partir desse ponto começamos nossa relação D/s.
O tempo passa, o tempo voa e eu estou cada vez mais numa boa
com o BDSM.
A sigla que descobri que "não é de comer" e sim de ser
comida.
meu Dono e meu Senhor...
Obrigada pela forma como me apresentou o BDSM.
Costumo dizer que foi a conta-gotas.
Graças à Sua experiência, paciência e cuidados me entreguei sem reservas e sem traumas.
Foi extremamente prazeroso e gratificante me curvar aos Seus encantos de Dominador.
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