II Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante
Autor: Marlene
Comente este conto

Recebeu um telefonema, tarde da noite. Pegou a bolsa e saiu.
Rua escura, sem ninguém a vista. O medo gelava sua espinha e teve a impressão de ter alguém atrás dela... Olhou e não viu nada! Quando teve novamente a impressão e parou pra olhar e uma mão lhe segurou pelo cabelo.
Outra lhe colocou um tecido sobre a boca, que a fez desmaiar na hora... Não teve tempo de reação, seu corpo amoleceu e caiu sob os braços do raptor...
Ele a levou para o carro que estava a poucos metros dali, a colocou no banco de trás e a vendou, colocou uma mordaça de pano e ainda colou silver tape, para ter certeza de que a mordaça não sairia.
Amarrou suas mãos para trás e suas pernas e pés também. Ela completamente imobilizada. Ele admirando-a.
A achava linda e a vendo amarrada e dominada lhe dava muito tesão. Assim tinha certeza que ela era só dele!
Então a levou para uma casa, onde ele tinha preparado um quarto de prazer, onde ele poderia mantê-la prisioneira, sendo sua escrava sexual. E poderia fazer de tudo com ela... Ele não via a hora de chegar, pois ela não imaginava que ele havia sido o seqüestrador... e sabia que o medo a excitava, pois pra ela, ele estava esperando por ela na casa dele, e na verdade ele se antecipou e a surpreendeu.
Chegando, o local era um sitio afastado, um lugar isolado, onde ninguém poderia atrapalhar. Olhou o relógio e lembrou que em alguns minutos ela deveria acordar. Teria que ser rápido!
Pegou-a no carro, e entrou. Passou pela sala, corredor e finalmente o quarto... Ah o quarto!!! Era o que ele tinha preparado... A parte especial... Entrou, deitou-a na cama, tirando-a de seus ombros e soltou os braços dela e os amarrou à cama, mantendo-a deitada, com os braços abertos... As pernas continuaram amarradas juntas, e as deixou assim. Ainda estava desacordada. Ele olhou em volta e percebeu que estava tudo perfeito!
O fim de semana prometia, e ainda era sexta.. No quarto havia muitas cordas, não gostava de algemas, pois eram duras...
Cordas e tecidos tornaram-se seus prediletos. Também o papel filme.
Foi a cozinha e a deixou dormindo. Tomou água, comeu algo e voltou ao quarto, sem fazer barulho ele a observava, ela havia acordado..e tentava se soltar...
Era inútil. Ele sabia e isso lhe dava tesão. Mas a melhor parte, era o tesão que ele sabia provocar nela. Ela devia estar toda molhada já... Sua vontade era agarra-la e penetrá-la, mas se segurou. Iria judiar muito dela ainda...
Aproximou-se, sentiu sua respiração e então tocou em seu lindo seio, ainda sobre o tecido da blusa Ela tentou esquivar-se e inutilmente tentava se soltar, contorcia o corpo, mas não conseguia...
Ele ria baixo. Não queria ainda revelar sua identidade Sentia seu membro latejando e foi num impulso ele abriu sua blusa e começou a tocá-la. Ela estava assustada enquanto ele passava a mão por cima da sua roupa, levando a mão até sua buceta.. Ela tentava virar o corpo e com isso deixava a bunda amostra. Ele a tocava também. Puxou-lhe os cabelos fazendo com que levantasse a cabeça... Começou a morder e chupar seu pescoço... Notou que ela estava arrepiada, pois sabia que essa caricia a deixava louca...
Resolveu soltar as pernas dela para tirar sua roupa... soltou... ela esperneava, foi então que ele mandou que ficasse quieta. Ela parecia reconhecer a voz, mas pela situação, pela entonação que ele usou e por toda a tensão do ambiente, ela não conseguia ter certeza disto. Ainda não sabia que era ele!
Ela obedeceu. Ele abriu o zíper da calça e a tirou, mas deixou de calcinha.
Amarrou suas pernas abertas, uma em cada ponta da cama. Ela ficou amarrada em formato de X e ele a tocou de repente e mordiscando o bico do seio esquerdo, estavam duros de excitação, enquanto a mão dele chegava na boceta molhada.
Ele saiu e foi até a cozinha onde pegou um copo com gelo e voltou para o quarto.. abriu uma mala, e pegou um vibrador... grande e grosso.... se aproximou dela novamente pegou um cubo de gelo e começou a passar pelas curvas do seu corpo, a cada toque do gelo... ela estremecia...
Estava desconcertada. Aquele homem percebeu sua excitação. Seus seios, sua boceta, sua respiração, todos demonstravam o quanto estava excitada. Como podia sentir-se assim naquela situação? O gelo derretia no corpo dela, ela tentava se soltar... foi então que ele começou a brincar com o gelo na sua buceta, podia ouvis os gemido abafados pela mordaça... Colocou um gelo dentro da buceta toda molhada... ela gemeu enquanto o gelo derretia.
Pegou o vibrador, e começou a acariciar a buceta da sua amada com ele... ela assustou... e então ele resolver falar com ela... disse para ficar calma, que esse fim de semana ela era sua escrava e faria tudo que ele quisesse.
Ao ouvir a voz dele ela o reconheceu e ficou calma, mas aquilo a excitou ainda mais! Ele avisou que tiraria a mordaça, mas que não era pra ela falar nada. Ela consentiu com a cabeça... tirou a mordaça e a beijou.
Então voltou ao vibrador e começou a brincar com ela... Ela sentia que era grande, e sentiu um frio na barriga... Outra coisa que a excitava. Ele foi pressionando e enfiou tudo nela... sua buceta foi preenchida por um cacete, grande, duro e grosso... doía, mas ela gemeu... ele colocou o vibrador nela, e colocou a calcinha por cima do vibrador, para que ele não saísse de dentro dela...
A sensação de não pode fazer nada a deixava mais excitada... além do que ela não sabia o que ele faria com ela. Ele finalmente libertou seu pau duríssimo e enfiou na boca dela...ela chupava com vontade. Delirava de prazer...
Ela fazia uma chupeta maravilhosa. A melhor que conseguia. Ele não agüentou gozou no seu corpo, em seu peito e barriga. Resolveu ligar o vibrador dentro dela e a deixou se contorcendo e foi ao banheiro se limpar... quando voltou ela estava quase gozando..
Tirou o vibrador dela, e começou a brincar com o gelo novamente e começou a masturba-la com seus dedos..ela estava muito excitada e hiper molhada. Pegou o vibrador de novo, e enfiou de uma vez. Aquilo foi demais para ela e não resistiu e gozou. Ele disse que iria solta-la, mas ela estava com o corpo mole, jogado na cama, então a desamarrou, tirou as cordas e levou-a para o banheiro, sem tirar a venda. Pois ele não queria que ela visse o quarto.
Foram ao banheiro. Beijaram-se muito, tomaram um banho delicioso e conversaram. Se divertiram até ali. Foram jantar e após ele anunciou que queria que ela colocasse a venda novamente... Ela ficou curiosa e a recolocou.
Ele a guiou para o quarto e ordenou que ficasse em pé, e posicionou-se colado ao corpo nu dela. A seguir sentiu algo gelado começar e enrolá-la, começando pelos pés. Ele mandou ela não se mexer.
Ele a estava mumificando e a deixaria sem movimento algum... Somente a cabeça ficou de fora. Embrulhada a deitou na cama. Ela tentou um movimento e descobriu que não tinha condições. Ele rasgou o plástico em seus seios e na sua boceta... Colocou um vibrador inflável na sua buceta e a deixou ali se contorcendo de tesão... o vibrador inflava e ia aumentando dentro da buceta dela..e ela tentava se mover... e quanto mais se mexia, mais ele inflava, alargando sua buceta... ela achava que ia explodir... sentiu seu homem chupando seus seios e ela nada podia fazer... seu pau duro se esfregava pelo seu rosto e seios...
Quanto tempo esperando pelo que iria acontecer que agora, perdida em meus pensamentos, já não conseguia mais afirmar com certeza quanto tempo havia que esperava pela chegada daquela noite. Minha mente me arrastando de volta ao passado me fazendo lembrar da primeira vez que nossos olhares se cruzaram e eu, de imediato, tive certeza que não era uma troca de olhares comuns. Foi pelas mãos Dele que compreendi que meus desejos eram mais que a manifestação de um capricho, uma fantasia reprimida.
Eram a imposição do meu eu, da minha índole. Cada vez que me via diante de Seus olhos, meu corpo respondia de forma quase descontrolada e foi impossível dizer “não” quando disse que queria que eu fosse sua.
Eu me julgava experiente e dona de mim quando saímos a primeira vez, mas poderia ter jurado que nem quando sai pela primeira vez com um homem estive tão nervosa quanto em nossa primeira vez. Chegando ao hotel Ele não disse palavra após fechar a porte do quarto.
Andava ao redor de mim como se avaliasse a aquisição. Demorou muito tempo nesta observação e depois soube, apenas para me por ainda mais nervosa.
Finalmente me tocou e foi para colocar-me uma venda. Justamente a venda da qual Ele sabia que tanto medo tinha. Tanto que só era proporcional à excitação que ela me causava. Eu mesma amarrei, sem nem pensar em deixar uma fresta que fosse, porque desejava intensamente agradar-Lhe. E senti na pele o frio do aço tocar-me enquanto a lâmina reduzia minhas roupas a farrapos. Fiquei nua em segundos por este método que pela primeira vez experimentei. Depois disso, lâminas de adagas e facas tornaram-se companheiras constantes...
Nua fiquei e por ter sido tão surpreendente, tentei cobrir-me, colocando os braços cruzados sobre os seios. Antes que meus braços se juntassem ao meu tronco, sua mão já estalava em meu rosto um tapa que me fez, tenho certeza, corar.
Duplamente surpreendida lembrei-me das palavras “NUNCA SE ESCONDA DE MIM” que tinham me sido ditas algumas vezes antes daquilo e imediatamente, cruzei meus braços na parte de trás de meu corpo.
Cega pela venda, somente ouvia. E sentia. O calor da minha face esquerda ampliado em todo o meu rosto. O frio do dia de outono fazia meu corpo estremecer, mas tentava controlar.
Ouvi a voz Dele me chamando do outro lado da sala e tateando o nada, fui até ele. Tropecei no exato momento em que encostei em sua perna, caindo providencialmente debruçada sobre suas coxas, estando pronta para o spanking que seguiu-se. Ainda agora sinto o calor das palmadas. Tantas, intensas, doloridas, prazerosas e eu incrivelmente excitada. A tal ponto que minhas a umidade escorrendo da face interna das minhas coxas me denunciaram.
Naquele mesmo momento, minhas mãos foram amarradas nas costas e sem aviso ou licença, Ele me tomou para si. Fui sodomizada pela primeira vez por aquele que seria meu Dono. Invadida e tomada. Entreguei-me e não sabia que era capaz de gritar tanto. Só tomei consciência disso quando suas mãos me tamparam boca e nariz, fazendo com que perdesse o ar de repente. O gozo se apossou de mim de forma igualmente inesperada.
Mas isso é divagação da minha mente que parece inebriada desde que as cordas me prenderam à cama de torturas na noite de hoje. Mesa onde tantas vezes já estive presa, mas em nenhuma delas como hoje me sinto.
Meu corpo já passou por tantas experiências incríveis, indizíveis, incomuns que sabia que para chegar à de hoje era questão de tempo, mas chegou.
E este dia começou como outro qualquer, com o despertar de um dia de trabalho normal, meu corpo tendo a água morna como primeira companhia de prazer, mas não tinha idéia de qual prazer seria o que fecharia esta dia. O café se seguiu como sempre, trazendo à minha boca alguns dos sabores que tanto gosto ao iniciar a jornada. Segui para o trabalho de mesmo modo, mas quando a hora do almoço se aproximava, tudo mudou.
Já estava de sobreaviso sobre a possibilidade dos fatos da noite de hoje ocorrerem em breve, mas o aviso já tinha três semanas e quase me esqueci que era durante todo o mês que deveria manter-me atenta e preparada para o porvir, mas ao ouvir a voz Dele no aparelho senti uma pontada, como uma agulha a me penetrar a carne (sensação que tantas vezes senti), exatamente no ponto de cruzamento entre minha espinha e a linha dos meus braços, pouco abaixo da minha nuca. Um lugar específico, pré-determinado há muito tempo para receber o mais profundo dos toques.
Ali naquela área para mim escondida do meu corpo, que somente no espelho poderia enxergar. Área que ficava a vista de tantos se prendesse meus cabelos, coisa que fazia costumeiramente. Ali eu sabia que seria marcada de modo permanente. Estávamos juntos há tanto tempo, sentia-me tão Dele, tão entregue, tão tomada da presença Dele, que desejava aquilo de modo intenso como um próximo passo da minha vida. Sabia que uma vez que concretizado, não tinha volta. E isso só me fazia querer mais que isso acontecesse.
E enquanto minha mente divagava naquilo que não tinha mais volta, minha carne foi açoitada pelo chicote, levantando marcas salientes em minhas costas. Ah, o chicote... A carícia dele em minha pele é algo que me faz lembrar o quanto desejo estar ali. E quando é a mão Dele que o maneja, meu corpo parece responder fora de controle. Sinto os golpes se seguirem, um após o outro, intensos, contínuos, cadenciados e inclementes. A dor, minha companheira tão constante nestes anos como foi o prazer, me toma por inteiro e não sei mais distinguir exatamente onde cada pedaço do couro me toca agora.
Amarrada, exposta, imobilizada sinto que Ele está me atingindo de um modo cruel, mas também tendo um prazer incomparável ao faze-lo. Ele pára por um instante, se aproxima de meus ouvidos, e das várias palavras que escuto, identifico apenas “linda”, que presumo ser uma referência ao estado da pele em minhas costas.
Sinto a mão dele tocar novamente o ponto abaixo de minha nuca, sei que é chegada a hora, meu corpo se retesa e fico tensa. A lâmina, mais uma vez minha companheira toca a minha pele. Fria como sempre. É naquele ponto, parece avisar. O frio da lâmina é somente para me chamar a atenção, para me dizer “é aqui”.
E depois, novamente a mão dele no mesmo lugar. Meus braços amarrados para o alto, como se um “Y” fosse o meu corpo, deixam a pele agora sofrida de minhas costas, esticada. Adoro isso... sinto que escorre. Sangue talvez. Resultado de alguma chicotada mais intensa. Descubro ser suor, apesar do dia frio, eu suo, me derreto.
Nervosa, sinto o corpo Dele colar ao meu. Ele gruda atrás de mim como tantas vezes fez e mais uma vez eu o sinto e o prazer é imediato. Como gosto de senti-Lo atrás de mim, colado em minha pele. Parecendo ouvir os meus pensamentos ele me diz:
- Daqui alguns segundos, estarei para sempre em tuas costas.
Então, uma inesperada calma toma conta de mim e sinto um calor que não emana de meu corpo e quando olho para o lado vejo o braseiro incandescente. A fina haste de metal, longa o suficiente para manter sua empunhadura distante do calor mas firme, enquanto sua outra extremidade está afundada no mar de fogo.
As costas açoitadas agora estão em paz. Meu corpo dói de uma maneira que sei tratar-se de um resquício de ansiedade. Quero, preciso, necessito ir adiante. Minha vida precisa disso, eu preciso Dele e preciso que nunca mais o calor de Seu corpo saia da minha pele.
Ele me pergunta pela última vez se o meu desejo é de unir-se a Ele para sempre, em minha carne. Desnecessário dizer que na alma, Ele já se gravou há tempos. A resposta evidentemente é positiva. Mera formalidade, ambos sabemos, porque aquele desejo de ambos tantas vezes já foi assunto de longas conversas e agora só se aproximava da realização.
Tenho a cabeça segura por faixas de couro que a atam à mesa, impedindo um movimento brusco. Sinto a mão dele passar algo sobre o ponto exato, limpando e preparando a área e enquanto sua outra mão vai em direção à haste. O cabelo preso, tirado de lado.
A haste vem em direção à mim. Vejo de canto de olho e sinto o calor. Que aumenta, aumenta, aumenta, até que minha pele canta! Grita junto comigo! Um toque rápido, mas que dura a eternidade e a dor adquire nova dimensão, juntamente com a satisfação de para sempre, pertencer à Ele, carregando em minha nuca, sua marca feita à fogo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário