segunda-feira, 5 de junho de 2017

PESSOAS QUE FAZEM SEXO DORMINDO

Pessoas que fazem sexo dormindo
No clássico filme de 1935, “Uma Noite na Ópera” – com os Irmãos Marx -, Harpo, totalmente adormecido, começa a agarrar as meninas que estavam tentando limpar a cabine de navio onde Groucho estava hospedado, que não titubeou:
“Ele faz melhor dormindo do que eu acordado”.
Apesar do hilário espírito da famosa cena da cabine, na vida real existe um grave distúrbio do sono que levam homens e mulheres a praticarem sexo ou se masturbarem dormindo e não se lembrarem de absolutamente nada no dia seguinte. É a sexsomnia (em inglês), sexâmbulo (em espanhol) ou, em termos médicos, parasonia sexual.
Em 1999, um grupo de médicos brasileiros do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas, vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mostrou que a doença poderia ser tratada farmacologicamente. Entre eles, estava Flávio Aloe, neurologista e neurofisiologista clínico.
Em entrevista ao portal Terra, Aloe explica que essa condição é uma variante da parasonia normal, que é um distúrbio do nível de consciência e uma dissociação entre fazer e lembrar. Ou seja, clinicamente não há muita diferença entre o sexâmbulo e um sonâmbulo que se levanta a noite, dá alguns passos pela casa e volta a dormir.
“É, porém, uma condição potencialmente constrangedora e com conseqüências graves, caso seja um assédio executado em uma pessoa que não tenha consentido”
E não é só sexo que está envolvido na parasonia sexual. Em alguns casos estudados a pessoa se masturba e muitas delas acabam se machucando graças a uma falta de controle e até mesmo violência no ato.
O psicólogo da Universidade de Michigan e autor do livro “Sleepsex: Uncovered” (Sexo durante o sono: descoberto, em inglês) acredita que existam muito mais casos que os relatados.
 dá informações a respeito do distúrbio e pede para pessoas relatarem seus casos para que o estudo do distúrbio possa ser aprofundado. No Brasil não é diferente. O médico Aloe explica que existem pouquíssimos eventos relatados e que dificilmente são classificados como condições médicas.
Assim como no sonambulismo normal, a parasonia sexual manifesta-se em pessoas que tem uma pré-disposição genética na família. Também existem fatores estressores como privação de sono, stress sócio-psicológico, medicação e abuso de álcool e drogas que podem desencadear a doença.
O tratamento é tão simples quanto nos casos de parasonia tradicional: uma dose baixa de um medicamento que consolide o sono e, mais importante de tudo, alterações comportamentais focadas a corrigir os fatores desencadeantes como excesso de cafeína ou atividade física no horário errado.
Nesses momentos, o que se convencionou chamar de higiene do sono é fundamental.
Acredite que, por mais divertido que possa parecer ter a capacidade de transar dormindo, o melhor mesmo é poder responder à pergunta “foi bom para você também?” depois do ato.

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