Eu estava felicíssima por ter sido autorizada a comparecer na mesma festa de Reveillon em que estaria o meu Senhor. Tive receio de que isso não fosse possível, pois se tratava de um evento baunilha, com muitos familiares e amigos e comum.
Tão feliz eu fiquei que, quando soube ser isso possível, comprei um par de espátulas de bambu para que eu pudesse dar-lhe de presente. No dia da festa, me arrumei com esmero, como ele gosta.
Providenciei um vestido que marcava bem a cintura e era curtinho. Meu Senhor diz que fico muito bem assim, porque a vestimenta realça minhas curvas.
Coloquei os sapatos que ele aprovou noutro dia, caprichei na pedicura – afinal, meu Senhor é louco por pés – arrumei meus cabelos num coque vintage e me maquiei com delicadeza, marcando bem meus olhos.
Lá chegando, juntamente com os convivas, pude abraçá-lo e sentir seu maravilhoso perfume. Ah, ele estava deliciosamente cheiroso e feliz. E eu adoro vê-lo assim.
Lá pelas tantas, quando conversávamos numa roda de amigos, sempre com muita discrição para não levantarmos suspeita de nosso relacionamento, pude ouvi-lo dizer que viajaria em dois dias e só voltaria dali três semanas.
A festa perdeu a graça para mim. Eu ficaria muito tempo longe do meu Mestre querido. Temi que algo tivesse se abalado em nosso relacionamento para que ele não tivesse me contado antes.
Afinal, nosso último encontro baunilha tinha sido permeado por uma rusga. Superado o baque inicial da notícia, fui embora depois de algumas horas, sem conseguir conversar com ele como tinha vontade. No dia seguinte, contive meu ímpeto de lhe telefonar e fazer mil perguntas.
Acabei me limitando a algumas frivolidades, pois não me sentia apta a perguntar-lhe sem que o importunasse. E eu me conheço bem: quando estou com a cabeça fervendo, é melhor a quietude que o confronto. Mas a insatisfação passa. Sempre passa.
Alguns instantes depois, não foi com surpresa que recebi sua mensagem dizendo-me sobre seus planos de viagem, bem como que eu estaria dispensada de minhas tarefas diárias pelo período.
Perguntei-lhe, ávida, se teríamos uma despedida e foi com pesar ouvi dele que estava atarefadíssimo com o trabalho e com os preparativos para a partida. Lamentei e fui muito sincera quando disse que não perderia minhas esperanças em ter com ele para sentir seu corpo no meu uma vez mais.
Fiquei muito pensativa. Eu ficaria semanas sem meu querido Senhor e isso me incomodava bastante. Obviamente, eu não ficaria solicitando atenção do meu Senhor em sua viagem de descanso, pois isso não é do meu perfil, mas eu ficaria desalentada por muito tempo.
Tanto pensei que tive uma epifania! E rapidamente, tratei de passar-lhe uma mensagem:
“Posso ser sincera?
Quando o Senhor me deixou marcas, senti sua presença em mim por dias a fio: enquanto doía, enquanto ficou roxo… Distante, me senti próxima a ti… Vou ficar muitos dias sem te ver, sem minhas tarefas e provavelmente sem saber do Senhor… Queria que tivéssemos algo mais agressivo, que deixasse marcas das quais eu possa me orgulhar durante sua ausência…”
Sempre compreensivo, meu Mestre disse-me ser um pedido louvável e prometeu-me que faria o possível. Fiquei a postos, a sua espera, e sequer providenciei um encontro baunilha para aquela noite, malgrado meu Senhor tivesse me autorizado.
Mais tarde, recebi o aviso: “Terei reunião amanhã cedo.v A tarde, esteja disponível. Deixe as espátulas de bambu separadas.”
Exultante! Fiquei nas nuvens! Adiantei alguns preparativos em casa e fui dormir, já maluca de tesão pelo meu Senhor.
Na manhã seguinte, acordei esfuziante e essa animação aumentou ainda mais quando meu Senhor querido disse que viria almoçar comigo. Corri preparar uma refeição que esperava ser do seu agrado.
Coloquei a mesa com dedicação e esperei por ele, de banho tomado, de vestido, sem calcinha, como me foi ordenado. A chegada dele foi um presente.
De cara, já ganhei um beijo gostoso e ele notou, mais uma vez, meu “cabelo preso estrategicamente num rabo-de-cavalo”! Sempre perspicaz!
Servi-lhe água gelada e ele, retirando os chinelos, ordenou que eu os lavasse. Na hora, soube silenciosamente que seriam usados em mim! E eles eram enormes!
Lavados e secos, entreguei-os ao meu Senhor, que não os calçou. Sentamos no sofá e conversamos bastante. Conversamos sobre o episódio que causou uma situação desconfortável para ambos há cerca de uma semana atrás.
Ele me explicou, com toda paciência, os meandros da questão e me deixou muito tranquila. Falamos também sobre algumas dúvidas minhas.
Digo, as dúvidas que eu lembrei ter formulado, porque ao vê-lo, elas se tornam pequenas diante da grandeza de sua presença e eu esqueço de quase tudo.
Naquele instante, atabalhoada, decidi mentalmente que anotaria as próximas questões! Depois de uma deliciosa conversa, meu Senhor me disse:
“Bom, vamos para o quarto providenciar as tuas marcas. Onde estão as espátulas de bambu? Vou precisar do cane que te dei.”
Ah, que delícia! Ele estava animado.
Pegou os chinelos lavados também, não sem antes pegar em minha penteadeira um cosmético para oaftercare. Fomos para o quarto e ele, sussurrando em meu ouvido, chamou-me de cadela.
Como eu adoro sentir sua barba roçando em meu rosto, seu cheiro penetrando em mim, enquanto ele pronuncia essas palavras! Ajoelhou-me em sua frente, colocou seu pau em minha boca e ordenou que eu o chupasse.
Peguei nas pernas do meu Senhor e fui veementemente repreendida. Não era para que eu o tocasse. Corrigida minha falha, passei a me deliciar com seu pau que, deliciosamente, convidava a minha boca a se fartar dele.
Chupei. Chupei-o avidamente, enquanto meu Senhor me puxava pelos cabelos, empurrava minha cabeça contra seu corpo e enfiava seu membro rijo em minha boca.
Apanhei no rosto e não tardou também para que eu sentisse o cane em minha bunda, enquanto chupava o pau do meu Senhor. Mas quanto mais eu apanhava e ouvia meu Mestre dizer “chupa, cadela gostosa”, mais eu chupava.
E foi então que o meu Mestre ordenou que eu me levantasse e ficasse nua. Obedeci e tirei meu vestido e sutiã.
Ele ordenou então que eu me ajoelhasse defronte a ele, na cama, e continuasse chupando o seu pau, enquanto ficava de bunda para cima, permitindo que ele me batesse novamente. Então, me colocou de costas para ele, de joelhos e abaixou-me pelas costas, adquirindo uma visão privilegiada da minha bunda.
Meu Senhor me penetrou deliciosamente, me fazendo, então, explodir de prazer! Gozei para ele, depois de ser autorizada, e me refestelei de prazer.
Continuamos naquela posição, até que ele me fez gozar novamente. Entre tapas e chineladas, sussurros de “cadela” e gritinhos de “Mestre”, nosso prazer parecia infindável.
Depois, passou a me penetrar no rabinho, ordenando que eu dissesse o que queria que ele fizesse com seu pau. Pedi e ele me penetrou com força, colocando tudo de uma maneira deliciosa.
Já era a terceira vez que eu gozava e meu Mestre parecia incansável. Deitou-se, então, na cama, deixando suas pernas para fora a fazendo com que eu me sentasse em seu pau.
Penetrou mais uma vez meu rabinho, fazendo-me pular, rebolar e enlouquecer no seu pau. Gozei, mais uma vez, porque o sexo anal com meu Senhor é maravilhoso.
Ele então me deitou na beirada da cama, com as pernas bem abertas e erguidas, penetrando-me novamente e fazendo-me ter mais um orgasmo, enquanto seu pau comia deliciosamente a minha boceta.
A cada estocada, meu Mestre me chamava de “cadela gostosa”, o que sempre aumenta meu tesão. Outra coisa que me deixa muito excitada é vê-lo viril, másculo, sedento, me penetrar com vontade.
Suas mãos fortes e suadas apoiadas ao lado de meu rosto são um convite para que eu lamba seu sabor. E eu sempre faço isso, porque ele é delicioso.
Quando suas mãos estão sobre meus seios, acariciando-os ou mesmo segurando-os firmemente, como apoio das estocadas, eu vou ao delírio. Ao perceber que eu estava prestes a gozar novamente, abaixou-se sobre mim e passou a deliciosamente morder o bico de meu seio.
A forma como ele faz isso é que é indescritivelmente gostosa: ele lambisca e abocanha o meu mamilo, tomando-o para si e mordendo com força. Nessa hora fui à loucura mais uma vez.
E, percebendo-me muito excitada, penetrou em meu rabo novamente, observando, mais uma vez, o quanto gosta do meu sorriso nessa hora. E eu confirmei-lhe a minha satisfação, dizendo que meu rabo pede pelo pau dele.
E ao som de “cadela gostosa”, eu gozei novamente, agora com ele a me acompanhar. Obviamente que me fez pedir que enchesse meu rabinho com sua porra, e então gozou deliciosamente dentro de mim.
E, mais uma vez, caímos num abraço cúmplice e silencioso. Delicioso. Meu Senhor saiu de dentro de mim e encaminhou-se para o banheiro, onde uma toalha limpa já o esperava.
Banhou-se e, saindo, permitiu que eu fizesse o mesmo. Mais uma vez, ao virar-me no chuveiro, vi meu querido a minha espera.
Dei-lhe água gelada para beber e ele mandou que eu me secasse direito. Pediu o cinto de meu roupão, ordenou que eu deitasse na cama e amarrou meus braços, de modo que eu não pudesse mexê-los.
Foi a primeira vez que fui amarrada e a sensação foi deliciosa. Estar entregue, vulnerável, exposta e me sentir segura diante daquele homem maravilhoso me fez sentir um tesão gigantesco por ele e orgulho pela mulher que eu me tornei!
E foi então que ele não hesitou em usar o chinelo nas minhas costas, as espátulas na minha bunda, assim como o cane. Novamente, a cada lapada que eu recebia, agradecia o meu Senhor, que hoje estava me batendo por mérito, não por demérito.
Aquilo foi muito excitante! Eu estava suportando firme a dor. Ele batia na bunda toda: lateral, centro, acima, abaixo. Sem dó!
Intercalava com as costas e eu estava adorando que ele se apossasse do meu corpo todo. Mas quando ele pegou as espátulas e começou a usá-las na sola dos meus pés, eu gritei.
Gritei ao ser apresentada a uma dor que eu não conhecia! Que delícia! Que dor! Mas eu aguentaria o quanto fosse preciso. Não queria desapontá-lo.
Terminado o suplício nos dois pés, era hora dele bater mais um pouco na bunda e nas pernas. E eu, molhada de prazer, recebia cada golpe como um presente. Finalizada a saraivada de golpes, meu Mestre se certificou que as marcas ficaram a contento.
Ajoelhou-me na cama e me deu permissão para tocá-lo. Ele me deixou cheirá-lo e acariciá-lo. Passei meu rosto por entre seus pêlos, percorri minhas mãos por suas costas e peito e nos abraçamos, finalizando com carinho aqueles momentos de prazer para ambos.
Tomamos outro banho e, quando eu saí, ele me deitou na cama e cuidou de mim. Deitou ao meu lado e passou um creme para aliviar minha pele, bem como uma pomada em minha bunda.
Suas mãos fortes, que outrora me açoitavam, agora me acarinhavam e, como um cuidador querido, meu Senhor providenciava o bem estar de sua cadela. Depois dos cuidados, vestimo-nos e fomos para a sala.
Meu Senhor já me avisou que, quando retornar, me levará consigo a uma selaria e eu, ansiosa, espero também por esse dia. Ultimei a refeição e almoçamos, amistosamente, em meio a uma conversa deliciosa, regada a risada e comentários picantes do meu Senhor.
Adoro seu humor perspicaz. Terminamos com um delicioso espresso e ele partiu, do meu apartamento e, em breve, sairia da cidade também.
Mas do meu corpo, da minha mente e do meu espírito e não haverá de sair. As marcas que deixou em mim são indeléveis.
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